Utilizaremos a estatística \(\chi^2\) como teste de ajuste absoluto do modelo
- \(H_0\): O modelo se ajusta perfeitamente (\(\Sigma = S\));
- \(H_1\): há discrepância significativa
\[
\chi^2 = (n-1)F_{ML}(\hat{\theta})
\]
Com \(p^*-q\) graus de liberdade, em que \(p^* = p(p+1)/2\), e \(q\) é a quantidade de parâmetros livres.
Fixando \(\alpha = 0,05;\)
p-valor > 0,05 indica plausibilidade do modelo;
p-valor < 0,05 indica ajuste inadequado.
Note:
Para \(n \rightarrow \infty\), pequenas discrepâncias rejeitam o modelo.
Este teste serve como referência teórica, mas não deve ser usado isoladamente.
Comparative Fit Index (CFI) compara o modelo teórico com um modelo nulo (sem correlações entre variáveis)
\[
CFI = 1 - \frac{max(\chi^2_{modelo} - gl_{modelo}, 0)}{max(\chi^2_{nulo} - gl_{nulo}, 0)}
\]
Mede o quanto o modelo melhora o ajuste em relação a um modelo sem estrutura.
Escala: 0 a 1
Regra de bolso:
CFI \(\geq\) 0,9: ajuste aceitável
CFI \(\geq\) 0,95: ajuste muito bom
Tucker-Lewis Index (também conhecido como Nonnormed Fit Index (NNFI))
Parecido com o CFI, também compara o modelo teórico com um modelo nulo (sem correlações entre variáveis), mas penaliza modelos com muitos parâmetros (complexos).
\[
TFI = \frac{(\chi^2_{nulo}/gl_{nulo}) - (\chi^2_{modelo}/gl_{modelo})}{(\chi^2_{nulo}/gl_{nulo}) - 1}
\]
A interpretação do resultado é a mesma do CFI.
O Root Mean Square Error of Approximation mede, dado a imperfeição do modelo, a distância da realidade.
\[
RMSEA = \sqrt{\frac{max(\chi^2_{modelo} - gl_{modelo}, 0)}{gl_{modelo}(n-1)}}
\]
Esta métrica busca avaliar a aceitabilidade do modelo para além da amostra, isto é, na população.
Regras de bolso:
RMSEA \(\leq\) 0,05: Ajuste excelente;
0,05 \(\leq\) RMSEA \(\leq\) 0,08: Ajuste razoável;
RMSEA > 0,1: Ajuste ruim.
O Standardized Root Mean Square Residual (SRMR) irá metrificar o erro médio entre correlações observadas e preditas.
\[
SRMR = \sqrt{\frac{\sum_{i=1}^p \sum_{j=1}^p (\dot{\rho}_{ij} - \hat{\rho}_{ij})^2}{p(p-1)/2}}
\]
Regra de bolso: